No dia 11/10/19 manchas de petróleo apareceram nas partes litorâneas de muitas capitais nordestinas, afetando diretamente a vida marinha, moradores locais, turistas que se deslocaram para essas regiões e a economia das cidades costeiras. Segundo balanço divulgado pelo Ibama, aproximadamente 150 praias apresentam óleo em 68 municípios do Nordeste. A polícia federal está investigando de quem é a culpa dessa catástrofe e a multa pode chegar a 50 milhões de reais. A Petrobras divulgou se tratar de mais que uma simples lavagem de um tanque de algum navio
“Cento e trinta e três toneladas, que corresponde a mais ou menos 500 barris de petróleo foram detectados nos litorais nordestinos, algo que merece ser investigado a fundo devido a tamanha gravidade do fato”.

O petróleo ainda é algo muito utilizado em nossa sociedade, utilizamos mundialmente cerca de 90 milhões de barris de petróleo por dia, e sabemos que estatisticamente um ou outro desastre ambiental sempre irá ocorrer com relação a extração dessa matéria prima em nossos oceanos. De acordo com a U.S. Environmental Protection Agency, ocorrem por volta de 17 derramamentos de petróleo por dia nos oceanos, que são na maioria das vezes rapidamente contidos. Normalmente nas áreas afetadas são colocadas barreiras flutuantes para conter o óleo e também existe a técnica de colocar fogo na área afetada para queimar o petróleo. Porém, o que existe de mais moderno atualmente para controlar esse problema e ajudar assim a preservar a vida marinha, a economia e o bem-estar dos moradores e turistas?

Estudos observaram micróbios que evoluíram e se adaptaram para se alimentar do petróleo que vazava do assoalho dos oceanos, sendo esses microrganismos lentos porem bem eficazes em transformar esses hidrocarbonetos do petróleo e também plásticos em células microbianas. Estudo na área de biologia sintética estão sendo realizados desde a década de 80 para tornar esses micróbios mais rápidos no processo de decomposição do petróleo/plásticos. A utilização desses microrganismos já é algo considerado relevante de ser inserido em grandes derramamentos de petróleo ou áreas oceânicas que possuem grandes concentrações de plástico. Porém, mais estudos são necessários para saber se a modificação desses organismos e a inserção dos mesmos no meio ambiente pode acarretar algum outro problema ambiental.

Veja como essa tecnologia funciona: https://www.youtube.com/watch?v=4i1_v5wL4uk

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