Catástrofes Ambientais – Furacões e suas Origens

Esse ano, mais especificamente entre os dias 23 de agosto de 2005 – 31 de agosto de 2005, o furacão Katrina completou 14 anos de história. Katrina foi uma tempestade tropical que alcançou a categoria 3 da escala de furacões de Saffir-Simpson em terra firme e categoria 5 no oceano Atlântico, com ventos de 280 km/h, deixando mais de 1.833 mortos e 624 feridos. Segundo o relatório de junho de 2007 feito pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis, mostrou que múltiplas falhas nas barreiras da cidade de Nova Orleans durante o Katrina acabaram por contribuir com 2/3 das inundações durante o desastre natural, o que explica o alto número de vítimas dessa tragédia. E se o Katrina fosse categoria 5? E se as bombas tivessem funcionado direito? O que mudaria na história? Pode essa história se repetir? O Katrina foi considerado o furacão mais destrutivo da história dos Estados Unidos e o ciclone tropical mais mortal desde Okeechobee em 1928, causando um prejuízo de mais de 81,2 bilhões de dólares, sendo o desastre natural mais caro que se tem história.

Imagem da United States Coast Guard, the image or file is in the public domain, 2005

O mundo também se chocou com o furacão Harvey de categoria 4 que atingiu Huston entre os dias 17 de agosto de 2017 – 2 de setembro de 2017, com ventos de 215 km/h, deixando 68 mortos, batendo o recorde de chuva por tempestade no território americano como nunca antes visto. Também entrou em destaque o furacão Irma que chegou a ser categoria 5, atingindo o estado da Flórida dos EUA entre os dias 30 de agosto de 2017 – 13 de setembro de 2017, com ventos de 285 km/h, deixando 134 mortos.

Mas o que está faltando nessa matéria? Que quase infelizmente não se fala? É que Katrina, Harvey e Irma não atingiram somente os Estados Unidos, parece sempre existe uma comoção mundial quando um desastre natural acontece em um país de primeiro mundo mas, os furacões mencionados acima, também aconteceram em outros países como Anguilla, Antigua e Barbuda, Bahamas (Katrina, Irma), Barbados (Harvey), Ilhas de Barlavento (Harvey), Ilhas Turcas e Caicos (Irma), Ilhas Virgens(Irma), Porto Rico (Irma e Harvey), São Bartolomeu (Irma), São Martinho (Irma), Cuba(Irma), Haiti (Irma), República Dominicana (Irma), Nicarágua (Harvey), Honduras (Harvey), Belize (Harvey) e Península de Yucatán (Irma). Também não foi muito comentado que na mesma época que o furacão Harley aconteceu, as regiões do sul da Ásia (Índia, Nepal e Bangladesh), ficaram com inundações bem sérias que causaram 1200 mortes, afetando mais de 41 milhões de pessoas, diminuído o acesso de comida e água potável na região, destruído fazendas, gados e casas. Desastres naturais causam para a economia mundial 520 bilhões de dólares por ano e levam anualmente 26 milhões de pessoas ao estado de pobreza.

  • No Brasil, entre os dias 24 de março de 2004 – 28 de março de 2004 presenciamos o furacão Catarina, com ventos de 155 km/h, categoria 2, atingindo a região de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, deixando 518 feridos, 11 mortos e um prejuízo de 470 milhões de dólares.

Também é preciso ser falado que a incidência de furacões e inundações estão aumentando de frequência no passar dos anos devido as mudanças climáticas! A temperatura superficial das águas oceânicas estão esquentando, o que segundo as leis da física criam condições perfeitas para os furacões. A maioria dos furacões que atingem a parte sudeste do planeta começam a ser formados na África, perto de Cabo Verde, onde os ventos secos e quentes do deserto do Saara se encontram com os ventos e partículas de água do oceano, formando uma combinação de ventos fortes conhecidos como African Esterly Jet. Estes eventos normalmente ocorrem entre agosto e setembro. Os ventos ao interagir com as camadas de água quentes dos oceanos, acabam por gerar uma energia que faz a humidade subir em forma de gotículas de água, criando rapidamente tempestades. A maioria desses furacões passam pelas ilhas do caribe e na costa leste dos Estados Unidos. Alguns podem passar pelo México e ir para o Oceano Pacífico, que foi o que aconteceu em 2014 quando o furacão Iselle que atingiu o Havaí.

Se o planeta continuar subindo de temperatura, a probabilidade do aparecimento de furacões de categoria 4 e 5 vai aumentar muito! O que antes era limitado nos períodos de verão do hemisfério norte do planeta, com as temperaturas oceânicas normalmente mais alta nessa época do ano, poderá a vir a ocorrer 2 furacões bíblicos por semana! E será que nesse momento vamos acordar e ver que o assunto mudança climática é algo sério para as pessoas, meio ambiente e até mesmo para a economia?

Em 2017 foi a primeira vez na história do oceano Atlântico que se teve 2 furacões com ventos acima de 150 mph acontecendo praticamente ao mesmo tempo! Desde 1893 (sim você leu certo, 1893) que não aparecem furacões de categoria 2 no oceano Atlântico, mostrando que a intensidade dos furacões estão cada vez mais forte. 2017 foi considerado o segundo ano mais quente o mundo já presenciou até o momento, devido ao aumento das queimadas e a disposição de lixo nos oceanos. Desde 1970, o número de desastres ambientais quadriplicou no planeta, com mais de 400 eventos extremos por ano (enchentes, furacões, queimadas, etc.).

  • No momento está ocorrendo o furacão Dorian que devastou Bahamas e se direciona para a costa sudeste dos Estados Unidos, deixando os estados de Flórida, Geórgia e Carolina do Sul em estado de emergência. O furacão segue com ventos de 300km/h! Em Bahamas, o furacão atingiu categoria 5, com ventos de 295km/h e classificado como “catastrófico” pelo NHC, até o momento não há informações sobre vítimas no arquipélago formado por 700 ilhas. Porém, segundo o primeiro ministro do arquipélago Hubert Minnis, este foi o pior furacão que já passou até então pela região. Além do mais, segundo o NHC, quando o Dorian tocou a terra em Bahamas, ele igualou o recorde de furacão mais potente do Atlântico, ocorrido na mesma época do ano em 1935. 

Entenda as categorias dos furacões

Meteorologistas usam uma escala para determinar a intensidade dos ventos de furacões (escala de Saffir Simpson), levando em conta também o dano material estimado. Veja abaixo:

  • Categoria 1: ventos de velocidade entre 119 e 153 km/h;
  • Categoria 2: ventos de velocidade entre 154 e 177 km/h;
  • Categoria 3: ventos de velocidade entre 178 e 208 km/h (furacão “poderoso”);
  • Categoria 4: ventos de velocidade entre 209 e 251 km/h (categoria do furacão Maria, que atingiu Porto Rico em 2017 e deixou mais de 4,6 mil mortos).
  • Categoria 5 (Dorian): ventos de velocidade a partir de 252 km/h.

Furacão Dorian chega às Bahamas

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